O ovo é um alimento muito valioso do ponto de vista nutricional: tem uma alta densidade de nutrientes e fornece uma quantidade moderada de calorias e alta proteína – que, além disso, são de muito boa qualidade.
Além disso, possuem ácidos graxos insaturados e uma baixa quantidade de ácidos graxos saturados, todas vitaminas (exceto vitamina C) e minerais essenciais para o corpo, além de outros compostos fisiologicamente ativos com efeitos positivos na saúde.
Daí a importância de conhecer seu papel como alimento funcional na prevenção de doenças crônico-degenerativas.
Mas qual o papel dos ovos nas doenças crônicas?
Tanto na clara quanto na gema, numerosos compostos com importantes propriedades benéficas para a saúde foram identificados. Entre eles pode ser mencionado compostos com atividade antioxidante, atividade inibitória da enzima conversora de angiotensina (ECA), anti-inflamatório, antimicrobiano e antiviral, entre muitos outros.
Além disso, deve-se lembrar que os ovos podem ser enriquecidos com antioxidantes se estes forem adicionados à dieta de galinhas.
Dessa forma, podemos considerar o ovo um alimento funcional, graças aos inúmeros compostos bioativos que possui, que têm efeitos benéficos importantes para a saúde.
Alguns deles são bem conhecidos e existem várias pesquisas a esse respeito, como o papel da luteína e da zeaxantina na saúde ocular. Outros, como peptídeos bioativos ou fosfolipídios, são menos conhecidos, mas não são menos importantes.
Estudos realizados até agora indicam que eles podem desempenhar um papel muito importante na prevenção e desenvolvimento de algumas doenças crônicas, como hipertensão, obesidade ou síndrome metabólica, entre outras.
Assim sendo, a inclusão do ovo na dieta é necessária não apenas do ponto de vista nutricional, mas também do ponto de vista da saúde.
